O rendimento final é a parcela de unidades que estão boas ao deixarem uma etapa, após qualquer retrabalho ter sido realizado. A maioria das fábricas relata esse número porque corresponde ao que é enviado. O problema é que ele pode parecer excelente enquanto uma grande quantidade de mão de obra, tempo de teste e material está sendo consumida para corrigir itens. Esse esforço de reparo não registrado é chamado de fábrica oculta: uma segunda linha de produção dentro da sua planta que não produz nada novo.
Rendimento Final = (Bom na Primeira Vez + Retrabalhado e Bom) ÷ Unidades Iniciadas. FPY = Bom na Primeira Vez ÷ Unidades Iniciadas. A diferença entre os dois é exatamente a taxa de retrabalho. Se o rendimento final for 99,0% e o FPY for 95,0%, 4% de tudo que passou pela linha foi manuseado duas vezes. Em uma linha que produz 800 chicotes por turno, isso representa 32 unidades por turno, 160 por semana, cada uma consumindo minutos de reparo e um slot de reteste.
Acompanhar o FPY junto com o rendimento final torna a fábrica oculta visível. A bancada de reparo deixa de ser um custo indireto invisível e passa a ser uma perda mensurada com um custo associado, que é a única forma de obter um orçamento para eliminá-la.
Procedimento Padrão
- 1Registre aprovações na primeira vez, retrabalhados e aprovados, e sucata como três contagens separadas em cada estação.
- 2Calcule o rendimento final usando aprovações na primeira vez mais aprovações após retrabalho.
- 3Calcule o FPY usando apenas aprovações na primeira vez.
- 4Relate ambos os números lado a lado e identifique a diferença como retrabalho.
- 5Multiplique a quantidade de retrabalho pelo tempo médio de reparo para atribuir um custo à fábrica oculta.
Resumo da Lição
- ✓O rendimento final e o FPY diferem pela taxa de retrabalho; uma grande diferença significa uma bancada de reparo ocupada.
- ✓Relatar ambos os números é o que transforma o retrabalho de um custo indireto invisível em uma perda mensurada.